Por Alice Tranquilino
O filme Guerra Civil, de título original Civil War, foi lançado no dia 26 de abril de 2024. Dirigido e escrito por Alex Garland, tem em seu elenco o ator brasileiro agora conhecido internacionalmente Wagner Moura, Kirsten Dunst, Cailee Spaeny e Stephen Henderson. Não recomendado para menores de 18 anos, o filme conta com uma mistura de ação e suspense contextualizado em um futuro distópico não tão distante na sociedade dos Estados Unidos. Por motivos não expressados, o país passa por uma polarização política e um cenário de guerra civil, onde a população faz protestos e se rebela, enquanto civis e militares armados tomam conta das cidades americanas. Diante desse contexto, somos envolvidos na jornada de 4 fotógrafos e jornalistas de guerra: Lee (Kirsten Dunst), Joel (Wagner Moura), Jessie (Cailee Spaeny) e Sammy (Stephen Henderson), que buscam chegar à capital e entrevistar o atual presidente, cuja queda do cargo é iminente e incontestável.
Com a duração de uma hora e quarenta minutos, ao longo da trama nos deparamos com a apresentação das histórias de vida dos personagens, seus traumas e vivências. Também há evolução e desenvolvimento gradual das relações e questões de cada um, paralelamente ao contexto da crescente guerra violenta dos Estados Unidos. Podemos tirar uma análise crítica da forma como os indivíduos deixam de lado a racionalidade em momentos de crise, em que a vida deixa de ser respeitada e valorizada e torna-se passível de ser retirada a troco de nada. Para além disso, também é nos apresentado o preconceito em forma de xenofobia, retratando a realidade da sociedade fora das telas de Hollywood. Com esta trama envolvente, acompanhamos superações, amadurecimentos, perdas e grandes reviravoltas.
Esta resenha faz parte da série Autores da Torre, do Projeto de extensão Torre de Babel, da Biblioteca José de Alencar (Faculdade de Letras/UFRJ)