“Estorvo”, Chico Buarque

Por Milla Cristine

“Estorvo” de Chico Buarque é um romance psicológico que mergulha na mente de um protagonista sem nome, cuja vida se desenrola em uma atmosfera de paranoia e incerteza. A narrativa acompanha um homem que, ao ser despertado por uma visita inesperada, se vê envolvido em uma série de eventos confusos e perturbadores. A escrita de Buarque é fragmentada e introspectiva, refletindo o estado mental caótico do personagem principal. À medida que o protagonista vagueia pela cidade, ele é confrontado por figuras misteriosas e situações enigmáticas, que aumentam seu sentimento de perseguição e desorientação. O romance aborda temas como a alienação, a identidade e a fragmentação da realidade. Com uma prosa lírica e uma construção narrativa inovadora, “Estorvo” oferece uma visão angustiante e poética do mundo interior de um homem em crise. A obra captura a complexidade da condição humana e a constante luta por compreensão e significado em um universo desordenado.

Esta resenha faz parte da série Autores da Torre, do Projeto de extensão Torre de Babel, da Biblioteca José de Alencar (Faculdade de Letras/UFRJ) 

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